Rendas no Chiado superam as da Avenida da Liberdade
As rendas no mercado retalhista no Chiado superaram o valor das rendas da Avenida da Liberdade, em Lisboa.
As rendas no mercado retalhista no Chiado superaram o valor das rendas da Avenida da Liberdade, em Lisboa. O Chiado atingiu um valor de 80 euros/m²/mês, enquanto que a Avenida da Liberdade se ficou pelos 70 a 75 euros/m²/mês. Esta é uma das conclusões do Retailer Sentiment, elaborado pela Jones Lang LaSalle. Embora o formato de centro comercial continue a reunir 43% das preferências, 31% prefere o comércio de rua, um formato que tem sido uma alternativa interessante. Apesar do interesse neste formato, «o comércio de rua tem de se profissionalizar», considera Manuel Puig, Director Geral da Jones Lang LaSalle Portugal. «As autoridades competentes como o Governo e as Câmaras têm de incentivar o comércio de rua e criar condições ao nível da legislação, melhorar os transportes públicos, resolver o problema do estacionamento, criar clusters estratégicos, entre outros». Além disso, é preciso criar estratégias de marketing conjunto, reorganizando o comércio de rua, de acordo com o mesmo responsável. Pedro Lancastre acrescenta «a lei do arrendamento também explica a situação do comércio de rua. Enquanto que em Espanha houve atractivos para os lojistas virem para a rua, em Portugal isso não aconteceu. É muito difícil para um lojista vir para a rua, quando há inquilinos que não estão dispostos a sair.»
Apesar da crise económica, os operadores de retalho estão a recuperar a confiança. A prova disso é que das 100 marcas inquiridas, a grande maioria revela ter planos de expansão para os próximos 12 meses. Em Portugal, a Região Centro conta com 23% das preferências, seguida da Região Norte e do Algarve com 16% das intenções.
O mercado de retalho português continua a ser atractivo para a expansão de novas marcas internacionais, revelou Patrícia Araújo, Directora do Departamento de Retail Leasing. «Há novas marcas que têm interesse no nosso mercado, na área da moda e bricolage. O difícil é encontrar espaço. Os melhores centros comerciais não têm espaços disponíveis e na rua também não há alternativas».
Para 2010, Manuel Puig explica que é preciso diferenciação dos formatos, com os Retail Park a ganhar peso, reposicionamento e estratégias inovadoras que permitam optimizar o que existe e melhorar o tenant mix.
[ 26 de Fevereiro de 2010 ]